O Vínculo Terapéutico

O Vínculo Terapéutico

A Relação Paciente-Analista, o Chamado Vínculo Terapêutico.

Para que haja o desenvolvimento de um processo terapêutico frutífero é essencial que seja construído um vínculo terapêutico autêntico entre o paciente e o analista. Neste sentido, os primeiros contatos entre a dupla analítica são primordiais para que haja engajamento entre as partes.

Desde a maneira como o paciente é recebido, até a forma como o analista está vestido e a forma como ele o escuta, são elementos que gerarão sentimento de acolhimento ou não pelo paciente.

A postura do analista deve indicar disponibilidade, acolhimento, segurança, cordialidade e também competência, pois o vínculo será formado a partir desses elementos e favorecerá a adesão ao tratamento.

Se o cliente não sentir à vontade e acolhido, ele não ficará porque saberá que não terá resultados efetivos.

É importante entender que a posição que o psicanalista ocupa diante do seu paciente é uma posição diferente das outras posições relacionais que acontecem fora de um setting terapêutico. A forma como o paciente percebe o analista vai determinar sua adesão ao tratamento.

O ato de escutar o paciente com respeito e sem julgamentos é um fator crucial para que o vínculo seja reforçado. O paciente precisa se sentir seguro para se expressar de maneira livre e genuína para que a análise flua.

vínculoNeste contexto não cabe ao analista fazer julgamento, juízos de valor e críticas de acordo com seu próprio ponto de vista.

Devemos lembrar que quando o cliente chega ao consultório seu comportamento está sob um controle que é aversivo a ele. Isso gera grande sofrimento, por isso, a importância de um vínculo fortalecido, para que possa suportar momentos de angústia e tensão.

O analista precisa ser empático para que haja uma aproximação entre o analista e o paciente.

Na clínica, certamente o analista, a partir das narrativas do paciente, se atenta para comportamentos que são relevantes, assim como pode evocar comportamentos pertinentes e relevantes para a sessão.

Alguns desses comportamentos podem ser generalizados para situações similares fora do ambiente terapêutico e, essa atitude do analista deve ter uma função terapêutica específica durante o processo de análise.

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