O Ninho Na Porta

O Ninho Na Porta

Ao sair de casa pela manhã vi um ninho de passarinho bem na porta da minha casa. Não gostei nada de ter sido surpreendida com aquela cena. Senti uma raiva muito grande, um desejo forte de que aquilo não estivesse acontecendo.

Eu só conseguia pensar nos problemas que aquilo poderia me causar. Imaginava que os passarinhos entrariam em minha casa cada vez que eu abrisse a porta, me causando transtornos ao não encontrarem a saída, podendo se machucar e eu ter que lidar com aquela situação, sem contar na sujeira que fariam.

Fiquei envolvida com sentimentos ruins, de indignação e revolta. Eu me perguntava por que aquele ninho não estava em uma das muitas árvores que havia na frente da minha casa, me parecia muito mais apropriado para um ninho.

Pode parecer exagero, mas esses pensamentos me perturbavam e me impediam de aceitar a ideia de tê-los por lá, ainda que temporariamente, me causaram um incômodo interno tão grande que roubaram minha tranquilidade.

Por outro lado…

… como uma espécie de censura ética interna (Freud explica), eu tinha um sentimento de culpa por estar pensando e sentindo daquela forma a respeito de algo tão frágil e indefeso.

Segui para minha sessão de análise e adivinha? Esse foi o assunto que predominou naquele dia. Falei sobre os meus pensamentos e sentimentos em relação aquela situação. Analisamos, interpretamos e eu tive alguns insights que me tranquilizaram.

Depois da sessão fui para o trabalho, e depois para casa da minha mãe e acabei voltando só no dia seguinte. Quando cheguei de volta em casa tive uma “desagradável” surpresa.

Ao abrir o portão e caminhar para a porta, vi que os ovinhos tinham caídos e estavam todos quebrados no chão e o ninho não estava mais lá.

Fiquei arrasada com aquela cena e me sentindo péssima por ter sentido tanta raiva por aquela situação. Eu me senti culpada, mas eu não tinha desejado o mal deles, pelo menos não conscientemente.

Mas, reconheço que no mais profundo do meu ser eu não queria aceitá-los lá, queria que eles fossem embora, sem que eu tivesse que me comprometer.

Fiquei tentada a acreditar que tinha acontecido exatamente isso, mas, não! Certamente meus sentimentos de raiva, revolta e repudia à situação os afetou, e os filhotinhos nem chegaram a ver a vida!

Fiquei muito tocada com esta experiência, não acredito que tenha sido uma coincidência, especialmente quando a ciência já provou que “nossos pensamentos afetam a realidade”. A própria Escritura Sagrada nos adverte quanto ao poder dos nossos pensamentos.

Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos. Provérbios 4:23 (NTLH)

A ciência nos explica como isso acontece com mais detalhes: pensamentos geram sentimentos que determinam nossas ações, que impactam nossa realidade, provocando efeitos em cascata.

Minha história com o ninho não foi algo de que eu me orgulhe, mas me ajudou a perceber o impacto dos meus pensamentos na minha vida.

Vambora?

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